Salvador é sem dúvidas um berço de musicalidade, do Axé ao Rock N’ Roll, uma mistura de ritmos, exportadora de célebres estrelas da indústria fonográfica, entretanto, falta democracia na hora de mostrar todo esse talento para o mundo.
Conhecida por muitos como a capital do Axé e sem dúvida merecedora desse título, revelou ícones como Asa de Águia, Chiclete com Banana, Ivete Sangalo entre outros tantos talentos. Hoje em dia não é só o ritmo do carnaval que toma conta da capital baiana, dando (quase que todo) espaço também para o Pagode e o Arrocha apagando assim o brilho do bom e velho Rock N’ Roll. Para não generalizar, é bom deixar claro que na cidade há (ainda que poucos) espaços destinados ao Rock, um deles durante o carnaval totalmente gratuito, organizado pela prefeitura chamado de Palco do Rock, que integra durante 4 dias, bandas de dentro e fora da capital, mas somente a esse é dado à ênfase merecida. Todos os sábados o circuito independente do Rock realiza shows, os quais não são merecidamente reconhecidos.
Salvador não pode ser somente detentora desse título, façamos jus aos grandes nomes do Rock soteropolitano como Raul Seixas, Camisa de Vênus, Úteros em Fúria ou mesmo as bandas mais novas como Pitty, Vivendo do Ócio, Dr. Cascadura, sem falar das bandas do cenário Underground que batalham muito para serem reconhecidas, bandas como a finada Canto Dos Malditos Na Terra Do Nunca, O Círculo, Malefactor, que sofrem pela falta de um espaço apto para uma divulgação mais ampla, falta de espaço que leva muitas delas a deixarem sua terra natal, perdendo quase que em sua totalidade para São Paulo, grupos que ao terem uma oportunidade não puderam deixá-la passar.
Não é desmerecendo os estilos mais populares da Bahia, todos eles tem suas qualidades, mas tem sem dúvidas alguma mais espaço do que o Rock N’ Roll. É preciso que haja democracia e que os estilos musicais sejam mais difundidos e não deixados de lado como é feito com alguns. As pessoas tem que ouvir mais um pouco de tudo e ampliar sua visão musical, desobstruindo seus respectivos canais auditivos somando a sua ‘playlist’ o bom e velho Rock N’ Roll.
As entidades públicas relacionadas à administração da capital deveriam criar projetos (ou propagar mais os já existentes) responsáveis pela divulgação de movimentos culturais, sejam eles quais for, teatro, música, poesia, nas escolas, praças e parques, espaços públicos, difundindo uma de nossas maiores riquezas. Uma boa oportunidade para difundir o Rock na Bahia.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
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Baaah....Pena Jão que nem todos veem tudo isso. Preferem tapar os olhos e serem 'soteropolitanos' do jeito que a mídia nos coloca. E o chato, é que todos aqueles que não conhecem o Rock, julga-o como algo..bem totalmente maléfico ( sofremos isso no dia do aniversário do colégio ò_ó ) , seria legal que as pessoas deixassem de ser menos ignorantes ( ou hipócritas mesmo ) e tentassem buscar conhecer esse estilo musical e também que com esse conhecimento vinhesse o reconhecimento, dando a pequenas e grandes bandas, e seus fãs, o espaço merecido.
ResponderExcluirSem dúvida João!
ResponderExcluirNós, adimiradores e participantes da cena, precisamos estimular iniciativas que ajudem a fortalece-la. Mobilizar a galera atravez das redes sociais, pedir pra tocar nas rádios, participar de eventos publicos como o Palco de Rock, Arena 1(ainda rola?) e outros que não me vem a memória, ajudando projetos beneficentes organizados pela cena, ou até mesmo, organizando shows ou qualquer tipo de manifestação que incentive as bandas, os fãs e que mais pessoas aproveitem o Rock Baiano.
João, muito massa viu!!!
Abração
Falou bonito man! Issodai faria uma diferença gigantesca na educação e no desenvolvimento social e intelectual de todas as camadas sociais, sem falar de uma maior tolerância e menor preconceito entre as tribos urbanas =D
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